Futuro do Jornalismo


Pocket show inaugura exposição sobre Cauby Peixoto na Caixa Cultural

Aos 73 anos ainda canta como o jovem que fazia as moças perderem as estribeiras no auditório da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Com a sua voz grave, Cauby Peixoto fez o pocket show que abriu oficialmente a exposição feita em sua homenagem no edifício da Caixa Cultura, na praça da Sé, centrão de São Paulo, que conta com fotos de diversas épocas da carreira do cantor, além de vinis originais e figurinos.

 

Nascido em Niterói, veio pela primeira vez para São Paulo aos 21 anos, em 1955 e sentiu vergonha. Os homens engravatados, as mulheres bem vestidas... ele se sentiu praticamente um maltrapilho e providenciou novas roupas. Desde então, percebeu que além de chique, o público paulistano é muito exigente com seus artistas. E gosta dessa cobrança. Não é à toa que sua temporada no Bar Brahma já dura 3 anos e soma mais de trezentas apresentações e devem virar um CD ao vivo.

 

A exposição mostra um Cauby vaidoso, cheio de brilhos e cuidados com sua aparência. Cauby é um Artista, com A maiúsculo mesmo. “Tem cantor que não sabe ser Artista, só sabe soltar a voz”, disse Cauby, citando Emilio Santiago como exemplo de cantor que também sabe ser Artista.

 

Tido por alguns críticos como o ”Elvis Presley brasileiro” ou o “Frank Sinatra brasileiro”, disse que já se encontrou com o segundo. “Foi em 1955, num clube de Los Angeles. Cantamos juntos!”, contou Cauby, que, infelizmente, não tem registro desse dueto com o The Voice. E como todo bom Artista, não precisa de modéstia: "Eu acho que sou o Frank Sinatra brasileiro!".

 

Ganhador do Grammy Latino 2007 na categoria “Melhor Disco de Música Romântica” com o seu “Eternamente Cauby Peixoto - 55 anos de carreira”, o cantor vem recebendo uma série de homenagens desde 2001, com o lançamento de “Bastidores: Cauby Peixoto 50 Anos da Voz e do Mito”, do jornalista Rodrigo Faour, também presente na conversa que antecedeu o pocket show da Caixa. Já em 2006, Diogo Vilela produziu e viveu o cantor no musical “Cauby! Cauby!”, com grande repercussão crítica e de público no Rio de Janeiro e em São Paulo. “O mais importante é que essas homenagens estão sendo em vida, o que é raro hoje em dia”, ressaltou Faour.

 

Cauby, que já foi “Rei do Rádio”, ainda tem uma boa relação com o veículo: “Tenho amnésia para televisão, não assisto. O rádio toca de tudo”. Perguntado sobre o que ouve hoje em dia, disse que tem todos os seus próprios discos e se ouve muito, “até aprender”. Faour lembrou que outra grande referência para Cauby é Alcione e que o cantor sabe de cor todos os standards – clássicos – da música norte-americana. “Pode pedir que ele canta, qualquer um”, desafiou Faour.

 

Se para andar ele já tem uma certa dificuldade, no palco (o lugar de todo Artista) Cauby rejuvenesce uns 20 anos. Brinca com a platéia, com um outro jornalista que perguntou o que ele acha do rótulo “brega” (“Canto o que o povo gosta de ouvir, sendo brega ou não!”) e, principalmente, solta a aquela voz que desde a década de 50 invade os lares do país. Provando o seu amor por São Paulo, abriu o pocket show com a “Sinfonia Paulistana”, de Billy Blanco, que muitos conhecem como a música tema das manhãs da Rádio Jovem Pan (“São Paulo que amanhece trabalhando...”). Disse a frase “Tem uns sambas gostosinhos, bem feitos, de que eu gosto muito” para introduzir “Madalena”, que emendou com outra mulher, talvez uma das mais famosas do Brasil: “Conceição”. Na seqüência, a dupla Lulu Santos e Nelson Motta foi representada por “Como uma Onda”.

 

Alguns compositores fizeram músicas exclusivas para que Cauby cantasse, como Tom Jobim, Caetano Veloso e Jorge Benjor. Mas o mais feliz, que obteve mais retorno, com certeza foi Chico Buarque. Sua “Bastidores” é tão cobrada nos shows quanto “Conceição”. Nem sempre pedida pelo nome certo, é verdade. “Às vezes me pedem ‘Camarim’ ou ‘Cantei, Cantei’, brincou Cauby, para depois começar a contar a história de um cantor de cabaré que chorou, chorou até ficar com dó dele próprio, mas no show cantou, cantou com todas as suas forças e foi aplaudido de pé. Cauby terminou a apresentação com “Se Todos Fossem Iguais a Você”, repetindo o refrão e apontando aleatoriamente para algumas pessoas da platéia.

 

Não foi só o personagem de “Bastidores” o aplaudido de pé. Cauby Peixoto também, numa atitude com a qual ele já deve estar acostumado, mas como todo Artista (com A maiúsculo, não se esqueça!) não abre mão. Para isso acontecer, cantou, cantou. Com todas as suas forças.

 

Serviço:

 

A exposição "Cauby nos Braços de Sampa" ficará em cartaz de 15 de dezembro a 20 de janeiro de 2008, na CAIXA Cultural, Edifício Sé (Praça da Sé, 111). O horário de visitação é de terça a domingo, das 9h às 21h. A entrada é franca. Informações: (11) 3321-4400 ou www.caixacultural.com.br.



Categoria: Marcos Lauro
Escrito por Marcos Lauro às 16h41
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Coberturas de todos os tipos

Um dos bons filtros que uso no meio da enxurrada diária de notícias (já comentada em post anterior) é o blog da Rosana Hermann, o Querido Leitor. Acompanho Rosana desde 2001, quando seu site ainda se chamava Farofa. Hoje, ela é redatora do programa Pânico na TV e é autora de diversas paródias que foram levadas ao ar pela Jovem Pan FM.

 

Ela postou há alguns minutos a historia do Dr. David Uip, médico infectologista e diretor-executivo do InCor, o Instituto do Coração de São Paulo. Nos últimos sete meses, Uip sofreu extorsões de uma ex-funcionária e seu marido. Segundo o casal, um “médico rival” de Uip estaria passando informações valiosas sobre o diretor.

 

Mas o que quero discutir aqui não é o caso em si. Ele ocupará um bom espaço na imprensa nos próximos dias. O que me chamou a atenção foi a tamanha diferença entre as duas matérias linkadas pela Rosana, a da Folha Online e a d’O Globo Online.

 

A matéria da Folha foi “solta” às 13h30. De forma breve, o texto explica o caso, identifica o casal preso e tem como fonte somente a assessoria do Deic, Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado. Uma segunda fonte consultada, a assessoria do InCor, disse que o médico David Uip “não irá se manifestar”.

 

Horas depois, às 18h02, saiu a matéria d’O Globo Online. A primeira diferença que já se nota numa primeira olhada é que a reportagem é assinada, diferente do texto da Folha. Os repórteres Cleide Carvalho e Wagner Gomes teceram um longo texto sobre o caso, com mais detalhes. Além do caso em si, há um grande levantamento de informações, como a ajuda financeira que o Instituto vem recebendo do Governo Federal e a dívida que atinge a soma de R$ 245 milhões, principalmente em relação ao BNDES.

 

Outro grande – e o principal – detalhe. Enquanto a Folha Online ouviu um “não” da assessoria do InCor sobre um possível pronunciamento do Dr. David Uip, O Globo Online trouxe não só um pronunciamento, mas uma entrevista com o médico. Nas falas, ele narra o desespero por ter passado por tal situação e as conseqüências das ameaças e telefonemas no meio da noite no ambiente familiar. Até o delegado do caso, Gaetano Vergine, foi ouvido. Sua fala é curtíssima, mas está lá: “Estamos investigando, mas não posso falar nada agora - diz o delegado”. O texto chega até a citar outro caso parecido que aconteceu há pouco tempo e também foi (e ainda é) alvo de intensa cobertura, o do Padre Julio Lancelotti.

 

Enquanto um texto cita uma única fonte e outra que não quis se pronunciar, o outro vai mais fundo, detalha o caso, cita outro parecido, contextualiza e traz declarações do principal personagem e vítima. De fora, não dá muito bem para descobrir o por que de tamanha diferença entre as coberturas. Teria sido a pressa da Folha pelo furo? Falta de paciência e persistência de quem redigiu o texto? Difícil responder...

 

Somente às 18h53 é que a Folha Online trouxe um texto, assinado por Renato Santiago, mais completo, mas ainda sim sem o nível de detalhamento do concorrente. Nele, há declarações de Uip e do delegado do caso e a famosa suíte, que é a retomada de pontos da matéria anterior sobre o mesmo assunto. Coisas de jornalismo online.



Categoria: Marcos Lauro
Escrito por Marcos Lauro às 20h20
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Mais APCA

Agora sim, a categoria Música Popular:

 

Disco: Onde Brilhem os Olhos Seus/Fernanda Takai

Cantora: Roberta Sá

Cantor: Paulinho da Viola

Grupo: Orquestra Imperial

Revelação Feminina: Marina de La Riva

Revelação Masculina: Edu Krieger

Grupo Revelação: Fino Coletivo

 

Votaram: Inês Correia, Pedro Alexandre Sanches e José Norberto Flesch.

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Bom, nem tenho muito o que falar sobre essas escolhas. Para mim, estão perfeitas. O disco da Takai está muito bom. Com produção do John Ulhoa, marido e parceiro de Pato Fu, Takai faz uma bela homenagem a Nara Leão, mas sem tentar copiar ou imitar a voz original. A sua personalidade está lá.

O acústico do Paulinho da Viola, que muitos dizem ser apenas um "ao vivo de grife", já que seu som é naturalmente acústico, serve para mostrar o sambista para a massa jovem que assiste a MTV e que de repente pode trocar o chororô emo pela batucada no prato. Nesse trabalho é a voz de Paulinho que comanda o samba. Prêmio como melhor cantor é mais do que justo.

A musa Marina de la Riva já toca no meu Winamp faz um certo tempo. Filha de cubanos, ela faz uma mistura de samba e música latina que chama a atenção. Seu disco foi gravado em Havana, com músicos locais, que inicialmente não receberam muito bem a branca brasileira querendo dar uma de negra cubana. Com o tempo de estúdio e Marina soltando a voz, eles se convenceram de que ela era branca brasileira só por fora. No disco, rola até um cuban-forró. Só ouvindo mesmo...

A relação completa dos premiados em todas as categorias está no site oficial da APCA, que anuncia a cerimônia de entrega dos prêmios para o dia 25 de março de 2008, no Teatro Sergio Cardoso. Vale lembrar que a realização da cerimônia ainda depende de patrocinadores.



Categoria: Marcos Lauro
Escrito por Marcos Lauro às 09h39
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APCA – Os melhores de 2007

Saiu a lista com os melhores de 2007, na categoria Rádio, da APCA, Associação Paulista dos Críticos de Arte:

 

 

Grande Prêmio da Crítica: Rádio Eldorado AM, pela entrada no setor esportivo em parceria com a ESPN Brasil.

 

Humor: Energia na Veia – Rádio Energia 97

 

Musical: Sala dos Professores – Rádio Eldorado FM

 

Variedades: Fim de Expediente – CBN

 

Internet: Podcast Muqueca de Siri – www.muquecadesiri.podomatic.com

 

Cultura: Noites Paulistanas – CBN

 

Melhor programa: Plug Eldorado – Rádio Eldorado AM

 

 

Votaram: Silvio di Nardo, Marcos Lauro e Marcos Ribeiro

 

 

Amanhã traremos a lista dos vencedores na categoria Música.



Categoria: Marcos Lauro
Escrito por Marcos Lauro às 21h06
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O melhor comercial de todos os tempos



Categoria: Marcos Lauro
Escrito por Marcos Lauro às 17h10
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Um post sem muitas palavras

27 anos e alguns dias depois do fim (o Led Zeppelin acabou oficialmente no mesmo dia em que eu nasci), os mestres voltam ao palco da 02 Arena:

Final do programa Newsnight, da BBC, com trecho de "Black Dog"



Categoria: Marcos Lauro
Escrito por Marcos Lauro às 10h20
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Catarse

Não por acaso

Sábado, (08/12) eu tive uma das experiências mais impressionantes de minha vida.
Fui convidado e me convidei a participar de um evento relacionado à teatro, no espaço LUGAR, da
Cia Corpos Nômades, localizado na Rua Augusta, 325, perto daquela sorveteria bacana.
Estava marcado nos flyers virtuais a presença da
banda Artefato MOSH, mas essa por problemas de saúde e trabalho de dois integrantes não pode aparecer, deixando a incumbência apenas para mim, para o Jean (baixista), para o Marquinho (guitarrista) e para o sampler do Jean. Ou seja, por acaso, pudemos fazer a primeira apresentação de um antigo projeto chamado 13x3 (Lê-se treze vezes três), que foi construído com a temática de climas e trilhas para filmes, e descobrimos no sábado, para peças e expressões corporais.
No começo tivemos algumas dificuldades para sincronizar os instrumentos aos bits do aparelho, de nos sincronizarmos e de entrar em sintonia com os dançarinos, mas aos poucos com uma cadência ora no ritmo do mar ora xingando e apontando o dedo à Deus, a coisa foi fluindo.
O suor dos atores, a sintonia, o ritmo, a agressividade, que cedia espaço a sensualidade, ou ao carinho. O caos produzido pelos riffs da guitarra, o rebolado que era produzido pelo swing do baixo, a revolta momentânea, que era a representação das palavras de protesto soltas no ar, jogadas como bombas, e eles entendiam a mensagem, se jogavam, se arremessavam, se embrenhavam em meio aos tortos versos deferidos com delay e reverb.
Senti a importância do nosso papel, conduzindo e ditando o ritmo da dança, literalmente, levando o som ao caos urbano e trazendo de volta, levando o clima até a praia, ao sertão, ao passado e retornando ao palco, ao chão duro, onde os corpos caiam sem medo de se machucar, onde o suor descia sem medo dos olhares alheios, o corpo se expressa e a música dita o compasso, o corpo interage e o som conduz os movimentos.
Uma catarse, aos olhos dos poucos participantes do evento e momentos guardados com carinho para o resto da vida deste pobre homem.

Novos rumos musicais, culturais e experimentais.



Categoria: Pedro Henrique Araujo
Escrito por Pedro Henrique Araujo às 17h35
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Pessoa muito importante

A miss Nathália Guimarães posa entre as duas Daniellas (Cicarelli e Sarahyba). E explica o motivo da ida ao show: "Olha, eu descobri que muitas músicas que eu já conhecia eram do The Police. Fiquei suuuper feliz e estou amaaando estar aqui".

 

Ou:

 

Surge Susana Vieira com o marido, Marcelo Silva. "O mais engraçado é que o The Police era da minha geração, anos 80, mas foi o Marcelo que se virou pra conseguir os convites. Fiquei impressionada, gente!" diz a atriz. "Depois li um jornal pixando tanto a banda que fiquei até com vergonha de gostar!".

 

(Trechos retirados da coluna da Mônica Bergamo de hoje, na Folha de S. Paulo)

 

Não tenho nada contra VIPs. Como diz uma música do Autoramas, “Na área VIP a vida é bem mais excitante”. E deve ser mesmo. O problema, principalmente nesses grandes shows, é só o lugar onde eles ficam: Bem na frente do palco.

 

É raro ver um VIP que seja fã. No primeiro exemplo acima, a coitada da moça nem sabia que o que ela ouvia e gostava era Police. No segundo, uma suposta fã fica com vergonha de seus ídolos após ter lido algo negativo em um jornal. Ou seja, não é fã coisa nenhuma. Então, um lugar que seria destinado aos fãs de verdade, daqueles que chegam na fila na noite anterior ao show, fica a mercê de pessoas vestidas com as camisetas do patrocinador do evento.

 

Até para os VIPs, ficar na frente do palco deve ser ruim. Eles vão num evento desses para bater papo, conversar com outros VIPs, falar no celular... Ficar com a orelha nas caixas de som, com o Sting gritando “Roooooooooooxanne...” deve atrapalhar. E muito. Eu reclamaria: “Ô seu Sting, to conversando com a Suzana Vieira aqui, rapaz... dá licença!”.

 

Alguns eventos ainda conseguem manter o bom senso. No festival Planeta Terra (leia a cobertura aqui), a área VIP ficava no fundo da platéia, em todos os três palcos. Assim, não atrapalhou os fãs que queriam contato mais próximo com as bandas e podiam sentir as vibrações do som de perto e também não atrapalhou os VIPs que queriam curtir o show e conversar. Aliás, não foram poucos (músicos, principalmente) que preferiram a pista e deixaram o seu lugar de origem de lado. Na humildade.



Categoria: Marcos Lauro
Escrito por Marcos Lauro às 11h06
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O Caminho parece ainda ser, ou estar, desconhecido

Nas últimas semanas um assunto voltou para os jornais, mas sem muito destaque. O que tem sido levantado é se há ou não legalidade nas ações da base naval norte-americana da Baía de Guantánamo (Cuba).

Localizida na região sudeste de Cuba (vale lembrar: Cuba era o "braço comunista da URSS"na América Latina. qual seria a inteção de ter uma base naval ali?), a base passou a operar a partir dos ataques do 11 de setembro, quando o governo dos EUA disparou a "guerra contra o terror". Os suspeitos por atentados ou por terem ligação com terroristas foram e continuam sendo levados para lá. Suspeitos, certo? Não para a prisão de Guantánamo. Lá são todos réus confessos, todos são terrorristas e nenhum tem direito legais. Por serem estrangeiros, eles não tÊm direito a habeas corpus e outras concessões previstas em lei. Como a prisão fica em Cuba, os EUA dizem que não podem aplicar sua legislação, tão pouco os cubanos, pois eles não têm uma específica para esses casos. Torna-se, então, um caso de "lugar sem lei".

Essas "brechas" encontradas pelos norte-americanos viabilizam excessos contra os presos. Eles não têm advogados, enfrentam todo tipo de tortura imaginável e alguns estão lá há seis anos sem serem julgados. Diante disto, o que o serviço de inteligência faz é tentar enganar não só os americanos, mas o mundo. Em uma atitude que poderia ser atribuída a pessoas despreparadas e inexperientes, os "bem intencionados" policias americanos mostraram-se torpes. "A CIA (agência central de inteligência americana) destruiu em 2005 ao menos dois vídeos que documentavam os interrogatórios de integrantes da rede terrorista Al Qaeda que estavam sob sua custódia, informou nesta sexta-feira o jornal 'The New York Times'." (Folha Online, 08/12/2007). A justificativa era a de que os familiares dos agentes poderiam, um dia, sofrer retaliações. (Ah, tá!). Estima-se que cerca de 300 pessoas ainda estejam em Guantánamo e, é claro, sem julgamento.

 

Isso parece uma grande teoria da conspiração? Você não acreditou em uma palavra sequer do que está acima? É hora de recorrer a um recurso muito prático. O filme-documentário "Caminho para Guantánamo" pode clarear melhor tudo o que foi dito neste texto. Agora pergunto: quantas pessoas conhecem a história de Guantánamo? Quantas pessoas já viram o filme "Caminho para Guantánamo"? Os caminhos, para a verdade e para a liberdade, continuam desconhecidos.

CAMINHO PARA GUANTANAMO (ROAD TO GUANTANAMO)
Inglaterra, 2006

Direção: MICHAEL WINTERBOTTOM (Welcome to Sarajevo; A Mighty Heart
) e MIKE WHITECROSS
Fotografia: MARCEL ZYSKIND
Elenco: RIZ AHMED, FARHAD HARUN, WAQAR SIDDIQUI, AFRAN USMAN
Duração: 95 min.


Hoje assisti pela 3ª vez o filme e ele continua me deixando inquieta. Que bom.



Categoria: Thaís Pinheiro
Escrito por Thaís Pinheiro às 23h44
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"Coitada da Mônica veloso, gente!" *

 

 

Não sabia que a jornalista Mônica Veloso lançara um livro. Não fiquei muita surpresa,  afinal de contas, qualquer história minimamente polêmica é motivo para escrever um livrinho. Fiquei sabendo disso quando Márcia Tiburi, apresentadora do programa Saia Justa da GNT, comentou ter ido até uma emissora em que participaria de um programa, e ao ver a Mônica Veloso, deu meia volta e foi embora.

 

Segundo Márcia, ela não se incomoda de sentar com bandido, puta, todos aqueles que vivem à margem do sistema, no entanto, falar com Mônica Veloso seria um ultraje, o que uma mulher conivente com a corrupção tem a dizer? Fiquei interessada, não a ponto de gastar o meu dinheirinho desembolsado a quantia de R$ 30,00 e não sei quantos reais para conhecer a “verdadeira” história da Jornalista, mas, a internet foi útil.

 

Algumas matérias  disponibilizam trechos do livro, Na matéria do G1 consta que a jornalista menciona Renan Calheiros depois da página 100, e o livro tem 192 páginas. Ela conta, dentre outras coisas que amava o senador de forma pura, e que o amor era recíproco: "[Renan] Fazia as mais belas declarações de amor, me ligava várias vezes durante a noite para contar seus passos, cantarolava 'Eu Sei que Vou Te Amar' ao telefone (...) Não sei se um dia ele admitirá isso, mas sei do quanto ele gostou de mim". Mas, em um outro, a jornalista menciona que, após saber da gravidez, o senador passou a agir de forma estranha, por isso, para se precaver, ela passou a gravar as conversas que mantinham ao telefone, mas que nunca as usou para fazer chantagem.

 

A apresentadora do Saia Justa menciona o caso da ex-prostituta Bruna Surfistinha, pois, segundo ela, Bruna, pelo menos, foi sincera ao se assumir como prostituta, sem tentar se justificar pelos seus atos. Mônica, no entanto, parece ignorar o seu papel nesta história toda, colocando-se apenas, como uma mulher que amou demais, e que entrou na justiça apenas para ter os direitos de sua filha preservados. Afinal de contas, quando Renan baixou a pensão de R$ 8.000,00 para R$ 3.000,00 ele prejudicou diretamente a qualidade de vida da menina.

 

Quer saber? Pouco me importa se ela recebia R$ 8.000,00 de pensão. O que importa saber é quando este senador será banido definitivamente da vida pública. Não vou discutir nem duvidar do suposto amor, porque quem ama também precisa de dinheiro. Não vou discutir o fato de Mônica Veloso ser uma mulher bonita, e Renan, coitado, um homem pouco abençoado pela beleza. Pouco me importa, aliás, justamente por isso, é que acho este livro inútil. Nós queremos a verdade, e não versões de contos de fadas, não justificativas vazias. Eu quero que ela vire atriz na Globo, pouse mais 5 vezes na Playboy, enfim, pouco me importa. Mas, a jornalista parece não estar em uma maré de sorte: a revista não teve as vendas esperadas, e o livro não está vendendo bem. Será que ela precisa de uma resposta maior que esta?

 

* Um título de pura ironia.

 

PS: Chefe, o texto está ai. Nem preciso dizer que é dadaista, né? Mas, acho que por uma semana, ao menos, você para de me ameaçar com demissão.



Categoria: Fernanda Gusmão
Escrito por Fernanda Gusmão às 20h34
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Programa Outra Versão #12 - ESPECIAL RYTHMS DEL MUNDO

Especial com versões latinas retiradas do CD "Rythms del Mundo":

U2 & Coco Freeman - I Still Haven't Found What I'm Looking For

Maroon 5 - She Will Be Loved

El Lele de Los Van Van feat. Radiohead (samples) - High and Dry

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Os programas anteriores estão à direita.



Categoria: Marcos Lauro
Escrito por Marcos Lauro às 12h07
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Ê mundão véio sem portêra

Tem alguma coisa melhor do que acordar num domingão de sol como esse com Inezita Barroso e Rolando Boldrin na TV?



Categoria: Marcos Lauro
Escrito por Marcos Lauro às 11h28
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Fernanda Gusmão:

É umas das pessoas mais ácidas e doces que eu já vi. Com um sarcasmo quase assustador e um tom que sempre te deixa em dúvida. Será que ela pensa isso mesmo, ou está me provocando? E acreditem, ela sabe provocar!

Marcos Lauro:

Aquele que sabe sobre isso e aquilo e não se cansa de procurar sempre mais. Persistente e objetivo, é um diplomata nato. Bom para discussões intermináveis. E para locuções em geral.

Pedro Henrique Araujo:

O cara é músico e compositor. Da paz, vive nessa Babilônia se esquivando das chamas, levando um som. “Se eles são Exu, eu sou Iemanjá”, diria ele. Esse é dos nossos.

Talita Ribeiro:

Jornalista poeta, poeta jornalista. Taurina teimosa e devoradora de doces. Ávida pelo novo. Ávida em quebrar e desconstruir as regras. Ela sabe o que diz. Às vezes.

Thaís Pinheiro:

Ela é notável, não só pela estatura. É objetiva sem ignorar o sentimento das coisas. Certinha demais às vezes, ousada quando você menos espera. Busca o melhor, que nem sempre é óbvio.

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Este é um espaço onde estudantes de jornalismo divagam, filosofam, contam piadas, comentam os resultados do futebol, jogam um carteado e escrevem sobre a sua profissão. Este espaço não tem um tema... qualquer coisa que possa ser reproduzida em palavras será bem vinda!

Universidade Anhembi Morumbi, 8º semestre... somos nós.









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